segunda-feira, 14 de Setembro de 2009

Ovos frescos, agarrem-me esse cão

Meu amor, nunca te tinha dito que te acho como a um podengo. porque és pequenino. mas rijo. e tens a força. e a potência na voz. também nunca te tinha dito que gosto muito de podengos. porque são pequeninos, mas maciços. porque são alegres e portugueses.

domingo, 9 de Agosto de 2009

Diz a rapariga para o rapaz V (Lado B)

Meu amor, queria muito fornicar contigo agora. Mais do que dormir.

Diz a rapariga para o rapaz V

Meu amor, queria muito estar contigo agora. Dorme bem.

quinta-feira, 30 de Julho de 2009

Dos coelhinhos que andam por aí

Houve um dia em que o Nuno R se esqueceu da porta da coelheira aberta. Então muitos dos coelhinhos fugiram. Eles eram fofos e corriam depressa. Quando a Eva foi à varanda do seu quarto andar e viu lá em baixo as duas orelhinhas brancas que se agitavam por entre os trevos, meteu-se no elevador e foi atrás delas. O coelhinho era fofo mas corria tão depressa. Quando a Eva parou para descansar, encostou uma mão à parede e deixou que a outra lhe pousasse um pouco abaixo e à esquerda do estômago. Depois olhou em frente e viu a menina. O coelhinho branco já tinha desaparecido há muito tempo, mas a menina tinha uma beleza clássica e telúrica, como disse mais tarde o Nuno R. A Eva resolveu ficar por ali e então percebeu que a pornografia pode mesmo ser erudita, como o valter já lhe tinha dito uma vez, ou como se se pudesse fazer uma playboy com um catálogo de quadros de há dois séculos atrás. Umbigo digo. E depois sigo. Um pouco abaixo do púbis. Alguma coisa aconteceu. Para os senhores da umbigo. Porque gosto deles, porque não são a playboy e porque lhes abusei do slogan. No todo. Ou em parte.

terça-feira, 28 de Julho de 2009

Diz a rapariga para o rapaz IV

Meu amor, faltas-me tu. Mas tu não tens os frutos para mim, porque a nossa árvore não nos deu as flores.

quarta-feira, 8 de Julho de 2009

Diz a rapariga para o rapaz III

Meu amor, hoje saíste-me em três pestanas. Já não me deves tardar.

terça-feira, 30 de Junho de 2009

Diz a rapariga para o rapaz II (O Moderador também ouviu dizer, mas se a rapariga não falasse ficava esganada)

vem que o amor não é o tempo nem é o tempo que o faz vem que o amor é o momento em que eu me dou em que te dás, António Variações (Canção do Engate), em Dar e Receber, 1984